O toque aconteceu apenas 13 minutos após o início do TL2, realizado em 30 de outubro. Verstappen estava em uma volta de preparação e tentou ultrapassar Lawson na curva 12, enquanto o piloto da Racing Bulls completava uma volta de desaceleração antes de abrir uma nova tentativa rápida.
Contato aconteceu entre as curvas 12 e 14 e espalhou detritos pela pista
A sequência terminou na curva 14, quando o carro da Red Bull passou sobre a extremidade direita da asa dianteira da Racing Bulls. O choque espalhou detritos pela pista e exigiu a intervenção dos fiscais durante a sessão.
Na análise dos comissários, a responsabilidade pelo episódio foi dividida entre os dois pilotos. Em seu relatório, a FIA registrou que “os pilotos dos dois carros se comportaram de uma maneira considerada inaceitável”. A entidade também apontou que tanto Verstappen quanto Lawson reconheceram que as manobras foram desnecessárias.
Advertência anterior pesou na decisão dos comissários
A punição não ficou restrita ao contato em si. Os comissários citaram que as atitudes dos dois contrariaram uma orientação que já havia sido reforçada antes, em reunião anterior. No documento, a FIA destacou que a avaliação foi feita “principalmente diante da advertência que havia sido feita na reunião dos chefes de equipe”.
Esse contexto ajudou a definir tanto a perda de uma posição no grid quanto o ponto na superlicença para cada lado. A decisão também deixa o incidente formalmente registrado como um caso em que não houve responsabilização exclusiva de um dos pilotos, já que a penalidade foi aplicada de forma idêntica a Verstappen e Lawson.
Verstappen reclamou da manobra de Lawson após o incidente
Antes da divulgação da punição, Verstappen já havia criticado a atitude de Lawson e classificou a manobra do rival como pouco inteligente. Mesmo assim, o entendimento oficial dos comissários foi de que os dois contribuíram para a colisão no Treino Livre 2, o que levou à sanção igual para ambos antes da definição do grid de largada.