Hamilton foi direto ao falar sobre a prova africana: “Quero estar lá na primeira corrida. Vou tentar fazer isso”. Hoje, ele tem contrato com a Ferrari até 2028, enquanto a etapa em Ruanda está projetada para acontecer alguns anos depois.
Projeto em Ruanda ainda depende da conclusão do novo circuito
A Fórmula 1 planeja realizar esse GP em um circuito totalmente novo em Bugesera. A pista e as instalações, porém, ainda estão longe de ficar prontas, o que mantém o projeto em uma fase anterior à de uma corrida efetivamente confirmada no curto prazo.
Se a prova sair como está desenhada, será a primeira corrida da F1 na África desde 1993. Esse intervalo também ajuda a explicar por que a fala de Hamilton chamou atenção: além do peso simbólico do retorno ao continente, o calendário previsto empurra a estreia para um momento em que o piloto já estará perto dos 50 anos.
Paddock tratou declaração com surpresa
Josh Suttill, do The Race F1 Podcast, relatou que a reação inicial no ambiente da Fórmula 1 foi de desconfiança. “As pessoas acharam que era brincadeira, na semana passada, quando perguntaram sobre Ruanda”, afirmou, ao comentar como a declaração de Hamilton foi recebida.
A discussão também passou pela possibilidade de o heptacampeão seguir competindo por tempo suficiente para alinhar no grid dessa corrida. No mesmo debate, Edd Straw ironizou esse horizonte mais longo ao comentar: “Então ele vai ficar na F1 até 2039 ou algo assim, né?”.
O calendário projetado para o início dos anos 2030 e o estágio ainda incompleto do circuito em Bugesera são hoje os dois pontos centrais por trás da dúvida sobre a presença de Hamilton. Ainda assim, a posição pública do piloto foi clara: ele quer estar no grid quando a Fórmula 1 voltar a correr na África.