A categoria fechou um acordo de 10 anos com Ruanda para receber o GP da África, em um novo circuito que será construído perto de Kigali. Dentro desse horizonte, Hamilton colocou a prova africana como parte de seu planejamento de carreira para os próximos anos.
Ao falar sobre longevidade, o piloto adotou um tom direto sobre a própria condição física e esportiva. “Antes de tudo, vocês não viram ninguém como eu aqui nos últimos 10 anos”, afirmou Hamilton. Na mesma linha, acrescentou: “Não quero pilotar com uma queda de rendimento acentuada”.
Hamilton cita reflexos e comportamento do carro na avaliação sobre continuar
Hamilton ressaltou que ainda tem reflexos mais rápidos do que muitos pilotos jovens, ponto que ele considera importante para decidir por quanto tempo seguirá competindo. A avaliação, porém, não passa só pela preparação física: o piloto também destacou a importância da dinâmica do carro e das qualidades do chassi para medir o nível que consegue entregar.
Esse aspecto técnico aparece no momento em que Hamilton faz um balanço mais amplo sobre desempenho e adaptação. A leitura dele sobre permanecer por mais tempo na F1 está ligada tanto à resposta do próprio corpo quanto à sensação que o carro oferece em pista.
Reta final de 2026 já serve de base para o carro de 2027
Além do plano de longo prazo, Hamilton afirmou que o fim da temporada atual também está sendo usado como preparação para o próximo projeto. “Estou realmente usando estas cinco corridas como um ensaio para o carro do próximo ano”, disse, ao projetar 2027.
No campeonato, Hamilton ocupa a terceira posição entre os pilotos e está a apenas um ponto de George Russell. Ao mesmo tempo, o britânico também mira ajudar a Ferrari a garantir o segundo lugar no Mundial de Construtores.
A combinação entre a disputa direta na tabela e o trabalho de referência para 2027 coloca as cinco corridas restantes como parte importante do encerramento de 2026 para Hamilton, tanto na classificação quanto na leitura técnica do carro para a próxima temporada.