O alerta interno da Ferrari está ligado às simulações de motor para o Autódromo Hermanos Rodríguez, que fica a 7.350 pés acima do nível do mar. Nesse tipo de condição, a equipe teme sofrer mais com seu turbo menor, apontado como um fator mais vulnerável em pistas de grande altitude.
Altitude preocupa Ferrari por impacto no conjunto do motor
A avaliação da Ferrari é que suas ferramentas de fábrica vêm reproduzindo corretamente o comportamento esperado para a pista mexicana. Em declaração atribuída à equipe, a Ferrari afirmou que “o simulador e o túnel de vento estão corretamente correlacionados ao circuito”.
O ponto central da apreensão está no efeito da altitude sobre a unidade de potência, especialmente no turbo. Pelas projeções da equipe, rodar com o motor em temperatura mais alta não deve trazer um ganho relevante de desempenho, o que reduz a margem para compensar a perda esperada.
Etapa ganha peso na briga pelo Mundial de construtores
Internamente, a Ferrari trata a prova quase como uma etapa para limitar perdas. A própria equipe resumiu o cenário ao dizer que está olhando para o GP do México “quase como uma contenção de danos”.
A situação é relevante porque a corrida abre a reta final de um campeonato que terá 23 etapas, sendo esta a 19ª. Na frente, a Mercedes segue com ampla vantagem na luta pelo título de construtores. Atrás da Ferrari, Red Bull e McLaren dividem a mesma pontuação, o que mantém pressão direta sobre a segunda posição.
Na disputa entre pilotos, Andrea Kimi Antonelli chega à etapa precisando marcar dois pontos a mais que George Russell e um a mais que Lewis Hamilton.