“Foi bem frustrante, para ser sincero, simplesmente não foi uma corrida muito boa para nós”, disse Verstappen. O resultado manteve a sequência de pódios, mas o relato do piloto foi de uma prova marcada por vários contratempos pequenos ao longo das voltas.
Problemas com pneus macios e comportamento irregular do carro
Um dos pontos citados por Verstappen foi a dificuldade da Red Bull com os compostos mais macios durante a corrida. Segundo ele, o carro não respondeu como o esperado nesse cenário. “Os compostos mais macios não estavam funcionando tão bem hoje”, afirmou.
O fim de semana já havia dado sinais de instabilidade. Depois de mostrar um ritmo forte no Q2, Verstappen perdeu aderência no Q3. Na corrida, a sensação relatada foi de falta de previsibilidade no carro, em um quadro que a equipe associou também a questões da unidade de potência. “A cada volta e a cada curva, o comportamento era diferente”, disse o piloto.
Falha no rádio obrigou uso de comunicação por códigos
Outro problema enfrentado pela Red Bull em Austin foi a comunicação por rádio. Verstappen teve dificuldades para receber mensagens da equipe e precisou recorrer a uma forma codificada de comunicação durante a prova. Ao comentar o episódio, fez até uma brincadeira: “Provavelmente também sai mais barato”.
As falhas de rádio não foram um caso isolado no campeonato. A Red Bull já vem lidando ao longo do ano com esse tipo de problema, além de largadas abaixo do ideal. Em Austin, porém, Verstappen avaliou que sua saída foi dentro do padrão que a equipe tem mostrado na temporada. “Minha largada foi normal, só consistentemente ruim”, resumiu.
Mesmo com os problemas, Verstappen garantiu lugar no pódio. O resultado veio em um fim de semana em que a Red Bull voltou a conviver com dois temas recorrentes em 2026: dificuldades operacionais durante a corrida e um carro sem comportamento estável em todas as fases do fim de semana.
































