Norris resumiu a situação sem suavizar o tom: “Provavelmente é o carro mais difícil que já tive de pilotar na minha vida”. Em outra avaliação sobre o comportamento do MCL40, acrescentou: “Ainda é simplesmente horrível de guiar”.
Setor 3 virou um dos pontos mais críticos para a McLaren
Além da crítica geral à dirigibilidade, Norris apontou uma dificuldade específica no setor 3, trecho em que a McLaren vem sofrendo mais. Ao comentar o desempenho da equipe nessa parte da volta, foi direto: “Estamos bem ruins, sinceramente”.
O problema ajuda a explicar o contraste entre o momento atual e uma fase anterior da temporada, quando Norris venceu na Hungria e na Holanda. Desde então, os resultados mais fortes ficaram para trás, enquanto o MCL40 passou a ser alvo constante de reclamações do piloto sobre comportamento, equilíbrio e previsibilidade.
Queixas não se limitam a Norris dentro da garagem
As dificuldades também não aparecem apenas de um lado da McLaren. Oscar Piastri vem recebendo ajuda extra para tentar lidar com falhas técnicas do carro, em um cenário em que os dois pilotos já demonstraram frustração com acerto e equilíbrio.
Esse quadro amplia o problema para além de uma adaptação individual ao carro. A McLaren convive com questões de dirigibilidade que atingem os dois pilotos, ao mesmo tempo em que tenta resolver os efeitos de atualizações que não trouxeram a resposta esperada desde Baku.
A combinação entre um carro difícil de conduzir, perda de rendimento em trechos específicos da pista e insatisfação dos dois lados da garagem mantém o MCL40 no centro das preocupações da equipe, com Piastri ainda recebendo suporte adicional para contornar as falhas técnicas identificadas.