Segundo Wolff, o tema não é tratado por ele como uma questão de legado pessoal. “Para mim, não é importante deixar um legado”, afirmou ao comentar a estabilidade da equipe e o planejamento para os próximos passos da organização.
Na explicação mais direta sobre o formato dessa transição, Wolff disse: “Acredito que o meu trabalho será dividido entre duas ou três pessoas”. A declaração aponta para uma reorganização interna em vez de uma troca simples de comando, com diferentes áreas hoje concentradas no dirigente podendo ser redistribuídas.
Saída do pitwall não significará ruptura total
Wolff atua na Mercedes desde 2013 e segue no centro da estrutura da equipe também como acionista, com 33% de participação. Por isso, ele próprio reconheceu que uma separação completa da operação não parece viável. “Uma ruptura limpa provavelmente não é possível se eu continuar a ser proprietário”, disse.
A observação ajuda a explicar por que a Mercedes trata o processo como uma redefinição de funções, e não como um corte imediato entre a gestão atual e a próxima configuração. Wolff afirmou ainda que, para esse desenho funcionar, será necessário delimitar com precisão o espaço de cada pessoa. “É preciso saber exatamente qual é o seu papel”, declarou, ao abordar a necessidade de não interferir nos assuntos diários depois de deixar a operação de pista.
Mercedes já tem nomes internos na estrutura atual
A discussão acontece em um contexto de calendário de 24 corridas na Fórmula 1, fator citado no cenário em que Wolff prepara sua saída do pitwall. Hoje, Bradley Lord ocupa o cargo de chefe de equipe adjunto na Mercedes, posição que já faz parte da estrutura de liderança existente.
Outro nome ligado ao ambiente de comando citado no noticiário recente é Jeremo d’Ambrosio, que está atualmente na Ferrari. A composição definitiva da futura liderança da Mercedes, porém, segue em aberto, e a própria estrutura de comando pode mudar ao longo desse processo.