Horner foi demitido em julho do ano passado, logo após o Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Ao falar sobre o desgaste interno, ele afirmou que a relação com Marko mudou depois da morte de Dietrich Mateschitz, em 2022. “O rompimento veio com a morte de Dietrich”, disse Horner. Em outro trecho, o ex-dirigente também declarou que Marko “estava muito ativamente envolvido em me demitir”.
Além de negar as alegações, Marko já havia descrito as disputas internas na Red Bull como “jogos sujos”. Horner, por sua vez, sustentou que, em seu último dia na equipe, teve um encontro cordial com o consultor, ponto agora rejeitado por Marko.
Mudanças no comando e novo cenário na Red Bull
As saídas de Horner e Marko em 2025 abriram uma nova fase na estrutura de comando da Red Bull. Laurent Mekies é o atual chefe da equipe, enquanto Pierre Wache assumiu em 2024 atribuições que eram de Adrian Newey na área técnica.
Esse período de transição coincidiu com oscilações esportivas. Em 2025, Max Verstappen venceu apenas duas das 15 primeiras corridas, mas encerrou a temporada com seis vitórias nas nove provas finais. Já no começo de 2026, o RB22 apareceu como um carro instável.
RB22 teve instabilidade no início de 2026
Segundo as informações publicadas, Verstappen sofreu rodadas e acidentes por causa da asa traseira apelidada de “Macarena”, um dos pontos associados ao comportamento difícil do RB22 no início da temporada. Depois disso, a Red Bull conseguiu melhorar o carro.
Com a evolução do RB22, a equipe voltou a vencer e somou triunfos na Malásia e em Singapura. O momento técnico mais recente da Red Bull contrasta com o ambiente interno descrito nos relatos sobre a reta final da convivência entre Horner e Marko.