Newey havia dito que o núcleo vitorioso da Honda dos tempos de parceria com a Red Bull foi amplamente desfeito. Segundo a avaliação dele, quando a Honda voltou à categoria no fim de 2022, apenas 30% da estrutura original havia sido mantida, e o grupo envolvido no projeto de 2026 não carregava a experiência de títulos mundiais.
Honda explica política de rotação de funcionários
Ao abordar o tema, Watanabe confirmou a existência de uma política de rotação interna, mas negou que isso signifique uma troca generalizada de funções. “Temos um conceito de rotação de cargos”, afirmou o presidente da Honda. Em seguida, acrescentou: “Não estamos colocando todo mundo para passar por funções diferentes”.
A preocupação relatada por Newey também foi compartilhada internamente por Lawrence Stroll e Andy Cowell, que souberam da dimensão dessa mudança de pessoal em novembro de 2025. A observação de Newey, porém, parte da própria leitura dele sobre a composição atual da estrutura da Honda.
Mudanças internas vieram após fim e retomada do programa
A Honda deixou a Fórmula 1 no fim de 2021 e retomou sua presença no fim de 2022. No período mais recente com a Red Bull, a fabricante conquistou quatro títulos mundiais entre 2021 e 2024, mas desde então passou por mudanças em sua organização técnica. Em outubro de 2023, a empresa trocou o chefe de motores de F1.
No cenário atual, a parceria com a Aston Martin ainda busca avanço de desempenho. A equipe somou sete pontos na temporada, apesar de ter um chassi considerado competitivo, enquanto duas atualizações introduzidas pela Honda ao longo do ano tiveram efeito limitado.
Além da Fórmula 1, a Honda distribui seus recursos em outras frentes de desenvolvimento, com projetos ligados a eVTOLs, HondaJet, células de combustível, baterias de estado sólido e tecnologias espaciais.