O fim de semana também oferece um parâmetro direto de desempenho. Em 2025, Verstappen conquistou a pole no traçado com 1min32s510. Para 2026, a projeção de volta gira em torno de 1min35s280, com uma faixa estimada entre 1min34s8 e 1min35s8. A diferença coloca os carros atuais perto de três segundos acima da referência do ano passado.
O levantamento citado para a pista aponta ainda uma diferença média de desempenho de 2,96% entre os carros de 2025 e os de 2026, dado que ajuda a contextualizar o desafio da Red Bull ao avaliar se o avanço recente do pacote será suficiente para manter a equipe competitiva em um circuito com exigências variadas ao longo da volta.
Menos downforce e equilíbrio aerodinâmico entram no foco da avaliação
A etapa em Austin é tratada como uma boa referência técnica porque os carros de 2026 têm menos downforce, embora sejam mais leves. Essa combinação muda o comportamento do carro em trechos de transição rápida e aumenta a necessidade de equilíbrio aerodinâmico em setores de mudanças de direção.
Dentro desse quadro, a pista deve expor como a evolução da Red Bull responde a exigências diferentes na mesma volta. A perda de carga aerodinâmica em relação ao ano anterior afeta a velocidade de contorno e o comportamento em curvas de apoio, enquanto o menor peso altera a forma como o carro entrega desempenho em outros pontos do traçado.
Reta entre as curvas 11 e 12 vira ponto-chave do fim de semana
Outro setor decisivo para a análise da equipe é a reta entre as curvas 11 e 12, identificada como crucial para o gerenciamento de energia. Esse trecho tende a ter peso importante na leitura do comportamento do carro ao longo da volta, especialmente em um regulamento em que a eficiência em aceleração e uso de energia ganha ainda mais relevância.
Verstappen resumiu o momento da equipe de forma positiva antes da etapa. “A evolução recente da Red Bull nos dá motivos para otimismo”, disse o piloto. As projeções de tempo para Austin, porém, são indicativas e podem variar ao longo do fim de semana.