As normas foram aprovadas pelo Conselho Mundial de Esportes Motorizados e ampliam o controle sobre estruturas compartilhadas e atividades que possam ficar fora do alcance da fiscalização financeira. A intenção é impedir que projetos, pessoal e recursos externos sejam usados de forma indireta nas operações de F1.
Separação física e controle eletrônico de acesso
Pelas novas exigências, as equipes não poderão compartilhar os mesmos espaços de escritório para atividades ligadas à Fórmula 1. Também não será permitida a presença simultânea de funcionários da F1 e de pessoas de fora da categoria em áreas técnicas.
O acesso às zonas da F1 terá de ser controlado por sistemas eletrônicos, com registros mantidos por três anos para eventuais auditorias da FIA. Áreas sociais ainda poderão ser compartilhadas, mas não poderão ser usadas para trabalho principal de engenharia.
TI isolada e quarentena para funcionários vindos de fora
Outro ponto central do novo regulamento é o isolamento total dos sistemas de TI e de mensagens usados pelas equipes de F1. A exigência busca impedir a circulação de informação técnica entre departamentos da categoria e outras áreas das empresas.
A FIA também definiu uma espécie de quarentena para funcionários vindos de fora da F1. Quem entrar em uma equipe da categoria terá de cumprir um período obrigatório de três meses de licença. Depois disso, precisará assumir o compromisso de trabalhar por 12 meses na equipe de Fórmula 1.
Projetos especiais seguem dentro do limite orçamentário
As novas regras mantêm no teto de gastos os salários de funcionários designados a projetos especiais, em linha com o endurecimento da fiscalização sobre atividades internas que possam beneficiar a operação de F1. Nesse contexto, a diretiva TD45 já exige que projetos internos desenvolvidos fora da Fórmula 1 sejam incluídos na conta do limite orçamentário.
Apesar da aprovação formal das medidas, há resistência de parte das equipes às novas regulamentações.