A mudança está prevista no artigo B2.5.2 do regulamento de 2027 e foi associada ao novo pacote de regras para as unidades de potência. Em comunicado, a FIA afirmou que “a decisão foi tomada em linha com os ajustes nos regulamentos”.
Redução acompanha mudança no equilíbrio da unidade de potência
A alteração na quilometragem das corridas acontece no mesmo momento em que a F1 vai mexer na distribuição de potência entre o motor de combustão interna e a parte elétrica. Hoje, o motor a combustão responde por 53% da potência total.
Em 2027, esse equilíbrio passará para 58% de potência vinda do motor a combustão e 42% da parte elétrica. Para 2028, a divisão será novamente revista, com 60% a combustão e 40% elétrica.
Esse cronograma ajuda a explicar por que a redução da distância foi tratada como medida temporária. A categoria encurta as corridas justamente no primeiro ano de aplicação das novas regras e volta aos 305 km na temporada seguinte.
Consumo de combustível entra na conta do regulamento
Um dos pontos técnicos por trás da decisão é o consumo de combustível. Com uma participação maior do motor a combustão na entrega de potência, manter corridas de 305 km poderia exigir tanques maiores.
Esse cenário tem potencial para afetar o projeto dos carros, já que mudanças desse tipo interferem no empacotamento e nas soluções adotadas no chassi. O regulamento, porém, não detalha quais caminhos técnicos serão usados pelas equipes para lidar com essa transição.
O que está definido até aqui é o caráter temporário da medida: a redução para 290 km valerá apenas em 2027, enquanto 2028 já aparece no regulamento com a retomada da distância tradicional de 305 km e com nova alteração na proporção entre combustão e energia elétrica.