Ao explicar a decisão, Komatsu resumiu a linha adotada pela Haas: “Ficamos com o piloto mais rápido”. Em outro momento, o dirigente afirmou que “a velocidade do Câmara era evidente”, ao comentar o processo que definiu o nome do brasileiro.
Teste de três dias reuniu quatro pilotos na avaliação
A escolha foi fechada depois de uma sessão de três dias promovida pela Haas com quatro pilotos. A atividade ganhou peso ainda maior porque a Fórmula 1 trabalha com limitação de treinos, o que reduz as oportunidades de comparação direta em pista e torna esse tipo de teste interno mais relevante para a tomada de decisão.
Oliver Bearman esteve entre os nomes avaliados ao lado de Câmara nesse processo. Outro piloto cotado para a sessão foi Ryo Hirakawa, em uma indicação ligada à Toyota. Leonardo Fornaroli, jovem ligado à McLaren, também aparecia como um dos favoritos considerados pela Haas durante as avaliações.
Suporte financeiro foi considerado, mas não decidiu
A Haas também analisou pilotos que chegavam ao processo com suporte financeiro, mas esse não foi o ponto decisivo na definição para 2027. Komatsu indicou que o diferencial de Câmara apareceu na pista, em meio a uma comparação direta entre candidatos com perfis distintos.
Além dos tempos e da referência de velocidade, a avaliação precisou considerar as mudanças de condição ao longo do teste. A equipe trabalhou com variações de aderência e de clima na pista durante os três dias, um fator técnico importante para interpretar o rendimento de cada piloto dentro de um programa curto.
Leonardo Fornaroli era tratado como um dos nomes mais fortes na disputa, enquanto Hirakawa aparecia como possibilidade para a sessão a partir da ligação com a Toyota. Ainda assim, a Haas encerrou o processo com Câmara como escolhido para sua formação de 2027.