O diagnóstico oficial da doença só pode ser confirmado de forma póstuma. Lorenzen havia doado o cérebro para pesquisa em 2016, iniciativa que agora passa a ter peso central nas ações anunciadas por sua família em torno do tema.
Família anuncia doação de US$ 1 milhão e cria linha de apoio
Os filhos de Lorenzen, Chris Lorenzen e Amanda Lorenzen Gardstrom, anunciaram uma doação de US$ 1 milhão para pesquisa sobre CTE. Em comunicado, eles afirmaram que o valor será destinado a “ajudar a avançar a pesquisa sobre CTE”.
A família também criou a Fred Lorenzen Memorial HelpLine, uma linha de apoio voltada a pilotos e familiares. A iniciativa foi divulgada junto do anúncio sobre o diagnóstico e do aporte financeiro para ampliar a pesquisa sobre a doença.
Carreira histórica incluiu Daytona 500 e 26 vitórias na Cup
Lorenzen disputou 158 corridas da Cup entre 1956 e 1972 e conquistou 26 vitórias. Entre os principais resultados estão o triunfo na Daytona 500 de 1965 e as vitórias na World 600 de 1963 e 1965.
Mesmo sem correr uma temporada completa, ele terminou em terceiro lugar no campeonato de 1963. Antes disso, também venceu os títulos consecutivos dos stock cars da USAC em 1958 e 1959.
Ele entrou para o Hall da Fama da NASCAR em 2015 e foi um dos pilotos mais populares de sua era, com apelidos como “Fast Freddie”, “Golden Boy” e “Fearless Freddie”. Lorenzen também foi eleito duas vezes o piloto mais popular.
Assunto também envolve outros nomes da NASCAR
O tema das doenças neurodegenerativas também apareceu recentemente com Darrell Waltrip, que anunciou seu afastamento da vida pública por causa de degeneração frontotemporal, a FTD.
Dale Earnhardt Jr., piloto da NASCAR com histórico de concussões, já havia anunciado planos para doar o próprio cérebro para pesquisa.