O retorno desse formato ganha peso em uma pista de 5,513 quilômetros que exige equilíbrio entre velocidade e carga aerodinâmica. Com mais sessões em pista, as equipes terão uma janela maior para comparar configurações e observar como o carro reage em condições diferentes, ainda que temperatura e estado do asfalto possam alterar a leitura dos dados de um treino para outro.
Pirelli aposta em C2, C3 e C4 para a etapa
Para o fim de semana, a Pirelli escolheu os compostos C2 (duro), C3 (médio) e C4 (macio). A combinação coloca a gestão dos pneus no centro da preparação, em um cenário em que a expectativa é de uma corrida disputada predominantemente com uma parada nos boxes.
Na avaliação da fornecedora, o tipo de desgaste deve ser um dos pontos mais importantes da prova. A Pirelli indicou que “o desgaste físico da borracha pode ser mais relevante do que a formação de graining”, observação que afeta tanto o ritmo de corrida quanto a definição da melhor janela para a parada.
Acerto do carro e tempo de box entram no cálculo da corrida
Além da escolha de estratégia, o acerto do carro aparece como fator central para completar a prova em boas condições. A Pirelli resumiu o desafio técnico da etapa ao apontar a necessidade de “encontrar um acerto que preserve os pneus sem comprometer demais a velocidade”.
Esse cálculo passa também pelo custo de uma visita aos boxes. A perda estimada em uma passagem é de aproximadamente 21,5 segundos, número que influencia diretamente a conta estratégica ao longo das 56 voltas e ajuda a explicar por que o cenário de uma parada surge como a principal tendência para a corrida.