Horner liderou a Red Bull por 20 anos. Sua saída aconteceu depois de uma avaliação interna de que ele havia concentrado poder demais após a morte do fundador Dietrich Mateschitz. Mesmo supervisionando múltiplas áreas da operação ao longo desse período, ele nunca teve ações na empresa, ponto que passou a ser central nas conversas para um eventual retorno à F1.
Ex-chefe da Red Bull estabelece condições para voltar
Ao tratar do tipo de projeto que aceitaria, Horner resumiu sua exigência principal: “Eu só trabalharia com pessoas que pensam da mesma forma e querem vencer”.
Quando o assunto foi Alpine, a resposta foi direta. “Neste momento, eu não vejo isso na Alpine”, afirmou. A declaração afasta, ao menos por agora, a possibilidade de ele assumir um papel na equipe dentro das condições que considera ideais.
Conversas envolveram fatia da Alpine e busca por apoio financeiro
O nome de Horner foi ligado à Alpine por causa da participação de 24% da Otro Capital na equipe. O grupo tem interesse em vender essa fatia, e Flavio Briatore confirmou em janeiro que Horner estava em conversas para comprar essa participação.
Paralelamente, Horner se reuniu com investidores nos Estados Unidos e no Oriente Médio em busca de respaldo para uma futura operação na Fórmula 1. As movimentações indicam que seu plano não se limita a assumir um cargo executivo tradicional, mas inclui espaço societário na estrutura que eventualmente vier a integrar.
Também houve relatos de que Horner discutiu com Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, a possibilidade de criar uma nova equipe. No momento, ele segue livre no mercado enquanto avalia qual projeto pode oferecer, ao mesmo tempo, participação acionária e um ambiente que considere compatível com a meta de vencer.