De acordo com Horner, os três passaram pelo simulador da Red Bull ainda no período de formação. No caso de Russell, o dirigente afirmou que o próprio piloto pagava para usar a estrutura. Já Norris e Piastri tiveram esse acesso com o custo bancado por seus pais.
Avaliação interna colocou trio acima da base da Red Bull
Segundo Horner, a resposta que recebeu do responsável pelo simulador foi imediata e contundente depois das sessões feitas pelos jovens pilotos. “Esses garotos são melhores do que os pilotos da categoria de base que temos”, afirmou o CEO da Red Bull Racing, ao relembrar a análise feita internamente.
O simulador é uma das ferramentas usadas no desenvolvimento de pilotos e permite à equipe observar referências de pilotagem, adaptação e desempenho em ambiente controlado. Foi nesse contexto que Russell, Norris e Piastri impressionaram a Red Bull antes de se firmarem na principal categoria.
Horner disse ainda que, depois dessa avaliação, levou os nomes dos três a Helmut Marko para recomendá-los. A declaração indica que a equipe teve a oportunidade de acompanhar de perto pilotos que depois se tornariam nomes de destaque na Fórmula 1.
Dirigente admite frustração com o desfecho
Ao lembrar que o trio acabou seguindo outros caminhos até a Fórmula 1, Horner resumiu a reação de forma dura. “Idiotas. Olha só como isso acabou no fim”, disse o dirigente, em referência ao fato de Russell, Norris e Piastri terem alcançado espaço e resultados na categoria fora da Red Bull.
A fala de Horner reúne dois pontos da história: a avaliação positiva feita no simulador e a tentativa de encaminhar os três nomes internamente. Russell, Norris e Piastri foram vistos pela Red Bull antes da estreia na Fórmula 1, impressionaram a equipe nesse processo e chegaram a ser levados por Horner a Marko após as sessões no simulador.