A avaliação aparece em meio ao avanço recente da Red Bull, que vem buscando otimizar o desempenho aerodinâmico com atualizações. Ao mesmo tempo, a Mercedes segue com a meta de conquistar o Mundial de Construtores com folga, enquanto a Red Bull ainda conta, segundo os levantamentos citados na análise, com a unidade de potência mais forte do grid.
O detalhe do sidepod destacado por Anderson
Anderson chamou atenção para uma característica que classificou como controversa no desenho do sidepod. Em vez de seguir uma solução simples de downwash, a Red Bull preservou uma seção externa mais elevada.
“Em vez de ter um sidepod simples de downwash, a Red Bull manteve a seção externa elevada”, disse Anderson, ao analisar o carro da equipe.
Segundo ele, essa escolha tem função direta no caminho do ar ao redor da carroceria. “Isso ajuda a gerenciar o fluxo de ar sobre os sidepods e para aquela área central”, afirmou.
O ex-diretor técnico também destacou o formato da parte superior do sidepod na região traseira. Pelas regras, há raios mínimos definidos para os cantos superiores dessa área, e a leitura de Anderson é que a Red Bull explorou esse limite de forma eficiente.
Como a peça pode influenciar a carga aerodinâmica
Na explicação de Anderson, o desenho com quina mais marcada favorece a formação de um vórtice, elemento importante para organizar o escoamento do ar e alimentar zonas aerodinâmicas do carro. “Ao ter esse raio de quina mais acentuado, isso vai provocar um vórtice”, declarou.
A análise é opinativa, mas se encaixa no cenário de recuperação de desempenho da Red Bull nas últimas etapas. O time vem combinando novidades aerodinâmicas com um conjunto mecânico forte, fator que ajuda a explicar a recente aproximação de Verstappen na disputa da temporada.
Líder do campeonato, Kimi Antonelli resumiu o impacto dessa reação ao comentar a possibilidade de Verstappen encostar na classificação. Para ele, a perspectiva de ver o piloto da Red Bull se aproximando é “assustadora”.