Newey anunciou sua saída da Red Bull em 2024, encerrando um ciclo no qual esteve ligado aos carros que ajudaram a equipe a conquistar múltiplos títulos mundiais nas décadas de 2010 e 2020. Ao lembrar a negociação com a Porsche, Horner disse que já via problemas no desenho do negócio e que externou essa avaliação nas conversas internas.
“Eu disse a ele: ‘Olha, eu não acho que seja um bom acordo’”, relatou Horner. Na sequência, segundo o dirigente, Newey respondeu: “Bom, eu saio se esse acordo acontecer”.
Formato da parceria travou o avanço das negociações
De acordo com Horner, o acordo discutido com a Porsche previa uma estrutura de 50/50. Esse modelo não recebeu aprovação da família tailandesa, acionista com 51% da Red Bull. Horner esteve à frente do projeto da Red Bull Powertrains e participou diretamente da avaliação da parceria no momento em que a equipe estruturava sua operação de unidade de potência.
Ao comentar o apelo da fabricante alemã, Horner reconheceu o peso da marca. “A Porsche, claro, é uma marca tão icônica”, afirmou.
Mesmo com esse interesse inicial, Horner disse ter visto limitações no arranjo proposto. A resistência não ficou restrita ao aspecto societário: o dirigente também descreveu dúvidas sobre a capacidade prática da operação que seria integrada ao projeto da Red Bull.
Visita às instalações da Porsche pesou na decisão
Horner afirmou que visitou as instalações da Porsche durante as conversas e encontrou uma estrutura que considerou reduzida para o tamanho da empreitada. Segundo ele, o departamento de automobilismo da marca tinha “muito pouco” em comparação com as 200 pessoas envolvidas pela Red Bull nesse trabalho.
A negociação com a Porsche acabou interrompida, e a Red Bull seguiu por outro caminho no desenvolvimento de sua unidade de potência ao fechar depois uma parceria com a Ford. Antes desse episódio, Newey já havia recusado uma investida da Ferrari em 2014.